quarta-feira, junho 21, 2006

António Borges elogia politica do Ministério da Educação


António Borges, em artigo de opinião no Público de Domingo, aprova a política seguida pelo Ministério da Educação.
Para que não fiquem dúvidas acerca do seu posicionamento relativamente a esta matéria, começa o artigo da seguinte forma:


“Todos os governos têm bons e maus ministros. O actual governo não é excepção: alguns ministros são excelentes, outros desastrosos. A mais agradável surpresa entre os actuais governantes é provavelmente a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
A actuação da ministra da educação tem sido desde o primeiro dia, extremamente certeira.”


Para justificar este comentário, refere:

“ Começou pela decisão, muito impopular mas não menos importante, de mandar encerrar as escolas com um número insuficiente de alunos.
...
Mais recentemente a ministra começou a atacar o problema do insucesso escolar.
...
Muitos professores e sobretudo os seus sindicatos, consideram a avaliação insultuosa, com o argumento falacioso que se destina apenas a poupar dinheiro.
...
A essência de qualquer processo de avaliação é o seu carácter discriminatório. Os professores, como quaisquer outros profissionais, têm de aceitar que há muito bons, bons, medíocres e maus. Daí que as quotas sejam absolutamente essenciais em qualquer processo sério de avaliação. Se, como até aqui, a avaliação classifica todos como bons ou muito bons, estamos perante uma enorme farsa, que justamente corresponde à negação do conceito de avaliação.
Por último a participação dos pais no processo de avaliação dos professores é fundamental. Os pais são os principais interessados na boa educação dos seus filhos. Melhor que ninguém eles sabem o que é melhor para as crianças. É aberrante que, reconhecendo a todos sem excepção a capacidade e competência para avaliar e escolher quem nos governa, não aceitemos aos pais a capacidade e competência de avaliar quem educa os seus filhos. Em todas as melhores universidades do mundo os professores são avaliados pelos alunos.
...
É indispensável repor uma grande seriedade na acção educativa, o que implica o empenhamento dos professores, os únicos que podem de facto fazer a diferença. A avaliação é uma peça fundamental da renovação que se exige na educação. E a participação dos interessados, a quem a educação se destina, é uma garantia de seriedade e independência.”


Para concluir:

“ Maria de Lurdes Rodrigues trouxe ao Ministério da Educação uma extraordinária lufada de ar fresco. Pela primeira vez, desde há muitos anos, se estão a atacar os verdadeiros problemas de um sector fundamental da acção do Estado. Se for bem sucedida, ficaremos com outra esperança quanto à viabilidade da reforma do Estado em Portugal. Se ceder ou diluir as suas reformas face às posições retrógradas e corporativistas de quem se sente atingido no conforto e nos seus privilégios, então continuaremos com boas razões a duvidar do futuro do país.”

Depois do recado do Presidente da República, mais um apoio explicito à política da Ministra da Educação. Apoio que provém de alguém que muitos apontam como eventual candidato a primeiro-ministro, pelo maior partido da oposição, num futuro próximo. Mas que coloca os interesses do país à frente dos seus interesses partidários. Depois da guerra do ministro da saúde com os farmacêuticos, surge a guerra da ministra da educação com os professores. A primeira foi ganha pelo ministro. A segunda vai pelo mesmo caminho. Como diz o outro: “Habituem-se...”

quinta-feira, junho 08, 2006

O Sonho comanda a vida


"Certo dia eu sonhei
(visão não mais esquecida)
que na estrada havia paz
e respeito pela vida".

Quadra dos alunos do 5º D da Escola Infante D. Henrique - Viseu, distribuida aos condutores, numa "operação STOP" no minímo original.

sábado, maio 27, 2006

Obrigado Rui



Pela humildade, carácter e abnegação. Um exemplo.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Mais um inquérito ... urgente

Na sequência de uma notícia do JN que dava conta do perdão de multas a um deputado, já conhecido no Parlamento como “deputado-voador”, cujos processos supostamente se arrastariam, ou arrastam, até à prescrição, o Governo, através do Secretário de Estado da Administração Interna, deu uma semana à Direcção-Geral de Viação para apresentar um relatório acerca desta matéria.
Bem sabemos, que o que se passa com este deputado, acontece com muitas outras figuras que se aproveitam do lugar que ocupam na hierarquia do Estado, de modo a daí retirarem benefícios. Já toda a gente se esqueceu da indicação às entidades autuantes para que não fossem levantados autos a pessoas que ocupam cargos na hierarquia Estado? Do motorista do então ministro Paulo Portas? Do excesso de velocidade do presidente da APEC (Associação Portuguesa de Escolas de Condução)?
Esperamos que a esta investigação não aconteça o que aconteceu às multas do deputado, ou seja, que não se arraste no tempo até prescrever. Não estranharia, no entanto, que à semelhança do que se passa com o caso “Envelope 9” depressa a investigação passe a incidir sobre a forma como foram obtidas estas informações por parte do jornalista, do que nas responsabilidades de quem permitiu o arquivamento dos processos. Buscas na redacção do JN? Já nada espanta!

Taxas no Multibanco


Os bancos preparam-se para taxar a utilização do multibanco. Ao que parece pretendem transferir o custo destas operações para o utilizador. De facto está cada vez mais na moda a figura do utilizador-pagador.
Da minha parte não esperem grandes lucros. No dia em que introduzirem taxas na utilização que faço do Multibanco, devolverei os cartões que tenho: passarei a deslocar-me com maior regularidade à “minha” agência bancária.
Se muitos fizerem como eu, é possível que os bancos sintam necessidade de recrutar pessoal, pois a redução de efectivos a que quase todas as instituições recorreram nos últimos anos e que lhes permitiu maximizar os lucros, foi feita também pela crescente utilização das caixas de multibanco. Pode ser que esta medida lhes saia, portanto, mais cara.

Visto da Luz


Jacinto Lucas Pires escreve à quinta-feira uma crónica denominada Visto da Luz, no Diário de Noticias onde, numa escrita literária a que estamos pouco habituados quando se trata de futebol, apaixonadamente fala da actualidade do seu (e meu) Benfica. Na sequência da vitória do Benfica sobre o Liverpool na última terça-feira, escreveu esta crónica que lamento não estar disponível na edição online, pelo que não resisto a aqui colocar alguns excertos da mesma.

"Saravá meu irmão

De facto, durante muito tempo parecia que estávamos a jogar contra um despertador ou um cortador de relva. Os ingleses jogavam sem sorrisos nem abébias de qualquer tipo, todos juntinhos e sincronizados, em bloco, como uma engrenagem futebolística difícil de descascar.

Na segunda parte, se não houve nenhuma reviravolta drástica e o jogo foi continuando pelos meios-campos, longe das balizas e dos corações, começou ainda assim, a sentir-se uma ligeira inclinação do barco a nosso favor. Quem costuma ir a bola sabe ao que me refiro. Não há nada palpável, nada de quantificável, só um pressentimento, uma vaga impressão.

E, zás! No ar, entre dois matulões de branco, Luisão sobe e, com a sua oh-nunca-tão-apreciada careca lisa, penteia a bola atirando-a para golo, golo, golo! Certamente há muito trabalho de casa naquilo, muito treino de bolas paradas, muito esforço de equipa. Mas, no fim de contas, o golo tem um nome: Luisão. O nosso faraó – que eu caricaturei há umas crónicas atrás por causa de uns falhanços mais que esquecidos – veio em nosso auxílio. Foi ele, sim, o homem que venceu a máquina.
No fim vimo-lo agradecer a alguém no cimo do estádio. Gosto de imaginar que foi ao deus da bola – que, como se sabe e brasileiro e tem a forma humana de um velho de pernas tortas muito parecido com o lendário Garrincha. Lá de cima, pendurado no último anel da Luz, o deus Garrincha terá olhado o seu mortal compatriota com os olhos mais vivos: “ Saravá, meu irmão!”

Jacinto Lucas Pires, in DN"

domingo, fevereiro 19, 2006

George W. Bush e o Katrina


Segundo notícias da rádio pública norte-americana, foram administradas doses letais de morfina aos sobreviventes do furacão Katrina, "que estivessem em situação clinica difícil".
Para quem se recorda da forma desastrada como a administração americana lidou com esta catástrofe, só faltava uma notícia como esta para compor o ramalhete. Se bem que ainda não sejam conhecidas devidamente os autores desta decisão, percebe-se facilmente que ela não provém de um qualquer gabinete da administração, mas sim do topo do comando. Bush, mais uma vez, demonstrou total incapacidade para liderar a única potência mundial.

Plano de Privatizações do Estado

O Governo apresentou o Plano de Privatizações para o biénio 2006 e 2007. Portucel, Galp, Inapa, EDP, REN, TAP e ANA são algumas das empresas cujo capital será total ou parcialmente privatizado.

A receita obtida será totalmente canalizada para a redução da dívida pública.

Trata-se, a meu ver, de boas notícias. E por várias razões: entrega-se as empresas a quem delas sabe retirar todo o potencial, os privados; dinamiza-se a economia; diminui-se a divida pública; esvaziam-se mais umas cadeiras, sempre apetecidas e ocupadas pelos gestores do regime. Quanto aos que virão bradar contra as privatizações, seguramente anti-capitalistas primários, apenas um conselho: calma, deixem a economia funcionar. Ao Estado, mais do que vendedor de bens ou prestador de serviços, cabe-lhe o papel de regulador, impondo medidas de minimização das desigualdades sociais e redistribuição da riqueza criada.

Uma última nota: destaco como positiva a não inclusão da Águas de Portugal, SA nesta lista. A água enquanto bem escasso e de primeira necessidade deve ser mantido no sector público. Mas devem ser reforçadas as campanhas de sensibilização acerca da preocupante escassez deste bem, que desperdiçamos diariamente e ao qual só damos devido valor quando falta nas nossas casas.

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

O Défice


Segundo os resultados apurados das contas nacionais, a conta do Estado ficou aquém do défice orçamentado em 806 milhões de euros, enquanto que a Segurança Social arrecadou 294,6 milhões de euros acima do previsto. De modo a apurar-se o défice público só falta conhecer os resultados das autarquias e dos fundos e serviços autónomos.

Se não houver nenhuma surpresa, o défice público pode ficar 0,8% abaixo dos 6% com que o Governo se comprometeu com Bruxelas, cifrando-se nos 5,2%.

As autarquias locais nunca aceitaram o espartilho que lhes foi colocado pelo Ministério das Finanças. Se a isto juntarmos o facto de 2005 ter sido ano de eleições autárquicas, época que os nossos autarcas aproveitam para nos lembrar que conseguem fazer obra, rapidamente projectada e executada, ou muito me engano ou, mais uma vez, vamos ser surpreendidos com as contas deste sector.

Felizmente, desta vez, temos uma margem de 0,8%. Esperamos que seja suficiente.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Publicidade Censurada

A publicidade que se segue, da autoria da MTV, foi censurada pelo governo americano, pelo que só passou uma vez na televisão.


Texto do rodapé: “2863 pessoas morreram. Há 40 milhões de infectados pelo virus HIV no mundo. O mundo uniu-se contra o terrorismo. Já se deveria ter unido contra a SIDA”.


Texto do rodapé: “2863 pessoas morreram. 824 milhões de crianças passam fome em todo o mundo. O mundo uniu-se contra o terrorismo. Já se deveria ter unido contra a fome”.


Texto de rodapé: “2863 pessoas morreram. Há 630 milhões de sem-abrigo no mundo. O mundo uniu-se contra o terrorismo. Já se deveria ter unido contra a pobreza".

Sem solidariedade não se constrói um mundo melhor.
Ajude, divida, compartilhe e dê.
Esta publicidade foi proibida mas não se pode esconder o evidente.


Obrigado... MTV!